A Força Core abriu as portas em 2018 numa sala pequena ali na Camuirano, no coração de Botafogo. A ideia era simples: abrir uma livraria que vendesse livro bom, não best-seller repetido.
Quem fundou foi um casal de editores que tava cansado de ver sempre os mesmos títulos dominando as prateleiras das livrarias grandes. Eles queriam um lugar onde a poesia brasileira contemporânea tivesse o mesmo espaço que o romance policial importado. Onde o livro da editora pequena brigasse de igual pra igual com o da multinacional.
A gente faz curadoria de verdade. Lê, testa, discute internamente e só depois coloca na prateleira. Quando você entra aqui e pergunta "tô procurando um romance sobre família", a gente não joga três títulos na sua mão — a gente conversa. Quer coisa pesada ou leve? Brasileiro ou traduzido? Final aberto ou fechado?
Aqui também funciona uma editora pequena. A gente publica de 4 a 6 títulos por ano, sempre de autor estreante ou reedição de livro esquecido que merecia voltar. É artesanal, tiragem de 500 a 1.000 exemplares, projeto gráfico que respeita o texto.
Além do dia a dia, a gente organiza lançamento, clube de leitura mensal e a Roda de Poesia toda última sexta do mês. Tudo aqui na loja mesmo, com capacidade pra umas 25 pessoas sentadas. É apertado mas é bom — quem vem uma vez vira frequentador.
Não somos os maiores, não somos os mais baratos. Mas somos os que mais ligam pra qualidade do que tá na prateleira e pra conversa com quem entra. E isso, pra gente, já vale o aluguel.